Esse eu vi: Eu não sou um homem fácil

Olá pessoal,


Hoje vamos falar de um filme frances original da Netflix que esta sendo muito comentado : "Eu não sou um homem fácil."

Sinopse.: A história gira em torno de Damien (Vincent Elbaz), que um dia acorda em um mundo onde as mulheres e os homens inverteram os seus papéis na sociedade. O mundo mudou, agora são as mulheres que têm poder sobre os homens. Uma situação engraçada quando não somos avisados.








Vamos lá meu povo, já tem um tempo que ouço um  burburinho a respeito desse filme, mas não havia parado para ver nenhuma resenha nem em blog e nem em algum canal, parei para assistir apenas com a informação básica de que era muito bom e que contava a história de Damien um machão machista machoso (hahaha como sou engraçada #sqn) que sofre um pequeno acidente e passa para um mundo aonde as mulheres são soberanas e os homens é que são oprimidos.

Nos primeiros minutos do filme vemos um Damien com 5 anos de idade que passa por uma situação que a principio parece "justificar" o seu machismo, mas na verdade acho que quer demonstrar que a construção machista na sociedade começa muito cedo e é feito de forma tão bem feita que até as mulheres são transformadas em massa de manobra. 

Logo depois temos um Damien adulto e super machista, se gabando de suas peripécias sexuais, assediando mulheres na rua, as vendo mesmo como presa. 

É muito breve esse início , aonde eu quis proteger o Damien criança e matar o Damien adulto e ele sofre o pequeno acidente. 

No começo parece absurdo , mas é incrível como ao inverter os papéis fica gritante as coisas que as mulheres passam e que são ridículas, mas que por já terem se tornado um paradigma na maioria das vezes não vemos.(Estamos nos desconstruindo,mas ainda é um processo.)

Temos os homens sendo objetificados como as mulheres são, a princípio o próprio Damien demonstra achar graça, mas ao longo do filme vai ficando tenso,pois parece fácil ser objetificado, parece simples, parece que gostamos, mas  é uma merda quando somos vistas apenas pela nossa aparência. 

O filme demonstra várias situações que nós passamos : ser questionada pela nossa sexualidade se nos impomos, sexo egoísta, chamar nossas posições mais firmes de ladainha e etc. 

É um filme para todos! Comecei a ver  sozinha e logo depois meu marido veio ver comigo e achei muito interessante nossas reações ao filme. Ele achou graça da cena que parece um estupro,mas eu fiquei tensa e confessei que é difícil achar graça de algo que vivemos com medo, ele ficou reflexivo. Após ver esse filme estamos discutindo mais sobre isso em casa, de forma a crescer. Não sou casada com um homem desconstruido, até pouco tempo nem eu era,melhor dizendo, ainda estou me desconstruindo tambem ,mas estamos melhorando.

Resumindo, esse filme mostra pelo o que o feminismo NÃO está lutando,de uma forma escrachada e até mesmo engraçada. Porem nenhuma sociedade aonde algum lado é superior da certo. A solução está no meio.

Eu não sou um homem fácil é um filme da Ariane Fert , Dirigido por Eleonore Pourriat. Eleonere também dirigiu o curta Maioria Oprimida, que pode ser vista no YouTube e traz de forma resumida a ideia desse filme. 

Espero que tenham gostado e que tirem um tempinho para ver esse filme maravilhoso.

Ate logo!^^

13 comentários

  1. esse filme é um dos mais sensacionais que vi nos ultimos tempos! td a abordagem do mundo masculino e feminino é ótima e nos faz pensar muito sobre nossa sociedade!

    insta: @liviaalli
    www.tofucolorido.com.br
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  2. Quero muito assistir... tenho visto um pessoal falando super bem de "Eu não sou um homem fácil", mas ainda não tive tempo para sentar e ver. Vou tentar ver hoje à noite ou amanhã, ainda mais agora, depois de ler sua resenha... Amei! A curiosidade só aumentou ainda mais <3

    Beijos!

    Isa | Pedagogia Criativa
    http://pedagogiacriativa.com

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  3. Já vi esse filme e achei brilhante, só que perdi muito o foco em algumas cenas, mas gostei =)

    www.diveweb.com.br

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  4. Gosto de filmes que abordam temáticas polêmicas. Esse eu não conhecia e agora irei querer assistir, porque me interessei muito. Não posso deixar de te falar que ri muito com a primeira foto.... kkkk

    Gustavo
    http://www.leituraenigmatica.com

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  5. Tema muito interessante, gosto muito dos filmes europeus, colocarei na minha lista de filmes. Bjs

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  6. Uau! Eu gostei do trecho que que você afirma que o filme mostra pelo que o feminismo não está lutando. O feminismo já foi mais coerente... Era a luta pela igualdade... Agora, em algumas iniciativas virou quase que um machismo ao contrário! Fiquei foi curioso agora para assistir esse Filme... Vou no IMDb marcar ele já... Obrigadooo!

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  7. Gosto de filme neste estilo , que abordam temas um tanto polêmicos..nunca assisti este ! Pelos comentários e pela resenha , deve ser um belo filme !
    Bjs

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  8. Este filme tem algo importante que e abre um espaço para a discussão e cada um compartilhar sua opinião..

    Robson
    www.ronsondemorais.blogspot.com.br

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  9. A ideia desse filme é bem interessante, inverter os papéis para discutir o que estaria errado com o modo como os homens tratam as mulheres normalmente. Fiquei curiosa.
    Beijos
    Mari
    Pequenos Retalhos

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  10. lá, menina. Tudo bem?
    Que dica BOA DEMAIS! EU não conhecia esse filme, mas certamente no primeiro momento de folga que eu tiver, irei assistir. Me interessa muito. Acho que é uma forma bem válida de entender essa luta pela igualdade se colocando no lugar do outro. "Viver" o que o outro vive, sentir na pele todo o peso disso é um bom caminho. Afinal, você mesma disse que assistiu com seu marido e agora estão refletindo esse assunto. O primeiro passo já está sendo dado e isso é ótimo.

    Obrigado pela dica.
    Bjão.

    Diego França | Blog Vida & Letras
    www.vidaeletras.com.br

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  11. É a primeira vez que eu ouço falar sobre este filme,vou deixar anotado aqui para ver posteriormente.

    www.paginasempreto.blogspot.com.br

    Beijos

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  12. Oi! Eu ainda não tinha ouvido falar desse filme, mas já quero mt ver. Acho mt bacana que esse tipo de discussão esteja sendo vindo a tona, mesmo que através do humor. Talvez assim atinja até mais pessoas. Gostei mt da parte que você fala do debate com seu marido. Também não me casei com um desconstruido, mas aos poucos ele vai entendendo as coisas. Afinal, a desconstrução é diárias e evolutiva. Mt boa a crítica e a dica. Beijos
    https://almde50tons.wordpress.com/

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Olá!Espero que leiam antes de comentar.^^

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