Esse eu vi: Turma do peito

Olá pessoal,

Hoje vou falar de uma série do Netflix que assisti recentemente e venho dividir a minha opinião com vocês.

Sinopse :  Audrey , que é mãe novata, tenta conseguir o apoio que precisa do grupo de pais locais, do parceiro estressado pelo trabalho e até mesmo o traficante local.






"Tem que se livrar do que achava que seria."

 Quem é mãe, vai se identificar, quem é um pai alienado, bora ver para acordar e quem não tem filhos tem que ver, pois é ótima para ter uma noção do que é.

Na vida eu sou a Audrey, tive toda uma ideia romantizada da maternidade, quando enfim consegui ter a minha pequenina , meu Deus, ninguém me falou isso. Até as coisas tensas as pessoas tentam passar de uma forma legal.Como assim?

E continuei parecida com ela, quando vi o furacão aonde eu me meti e achei que poderia dar conta de tudo.Como assim de novo? Meu marido me ajudou ,ele foi responsável por cuidar de mim e da casa no meu resguardo (ainda é assim que chama?) Como ele teve que voltar a trabalhar eu não solicitei ajuda de uma amiga que havia me prometido ficar comigo antes mesmo de engravidar. (olha a rancorosa),na verdade meu erro foi não ter pedido ajuda e ninguém. Tinham amigas que estavam ali, mas também não ofereceram ajuda achando que estariam sendo invasivas, afinal eu era a mulher maravilha.

Logo que a Audrey entra no grupo de apoio ela passa a ideia da mãe mais atrapalhada do grupo, menos resolvida, acho que essa imagem é para representar como nos vemos no puerpério, parece que todas as mães são melhores que nós,todas acertam , menos nós #sqn. E no grupo de apoio a regra é :"Sem julgamento" É show a ideia, mas vamos vendo que o julgamento sempre há.


A serie passa muito o querer ser a mesma, demoramos a entender que é uma mudança de rotina, um ser que depende totalmente de você, mudança de hormônios,tudo isso sendo demonstrada em situações inusitadas, que seriam cômicas , se não fossem trágicas e bem próximas da realidade.

O caos é real!

Julguei muito a Ester, ela representa uma mãe que ama o trabalho e que tem um marido que prefere ficar em casa, então foi um tapa na minha cara. Eu achava surreal esse pai, não achava maravilhoso, achava irreal. E não entendia como ela não queria se envolver com a maternidade, sem observar que o trabalho dela era lutar por outras mulheres. (Lembrando que não há romantismo aqui)

Mostra a dificuldade em ser recolocada ao mercado de trabalho e como é menosprezada a mãe que resolve ficar em casa. Nunca esta bom,não é mesmo sociedade? 




A serie tem uma nuance no crescimento, começa uma mãe novata e termina uma mãe mais evoluída, aprendendo a lidar com tudo e sobrevivendo.

 Super recomendo! É uma comédia,mas chorei em alguns episódios, tamanha era identificação.

Até logo! ^^