20 de out de 2017

O que você precisa saber antes de ser mãe

Olá pessoal !!!

Voltei! Hoje vou dividir com vocês um pouco da minha experiência com a maternidade, ou seja, minha intenção aqui não é cagar regras na vida de vocês, só passar um pouco do que vivi e o que me pegou de surpresa.

Sou defensora que ninguém é obrigado a ter filhos, é uma responsabilidade muito grande para ser imposto.Mas é só ter um casal recém-casados ou com muito tempo de namoro e lá vem a pergunta :"E os filhos?" ou quando encontram uma mulher na faixa dos trinta e solteira : "Você tem que encontrar alguém! Ter família , filhos!" (Homens não sofrem isso,pelo menos nunca vi.) Porem se o casal ou a mulher diz que não quer ter filhos...




 Quem já viu algumas postagens antigas minhas sabem que eu desejei muito ser mãe. Fiquei ansiosa, na expectativa, fazendo planos e etc. Mas nem sempre foi assim, quando mais nova eu não deseja ser mãe e uma vez declarei isso em voz alta, explicando que eu achava o mundo louco e cheio de maldade para trazer uma criança para ele, fora que eu não me via preparada , e com isso ouvi que eu estava sendo EGOÍSTA !



Como assim Bial ?! Eu não querer trazer uma criança para um mundo mau é egoísmo?  Vocês devem perguntar : "Ué mulher!O mundo continua mal e você estava despreparada" Eu sei, eu sei,mas eu quis, eu avaliei, eu desejei, eu me preparei ,o preparo nunca é suficiente,mas tentei. E para mim foi a melhor escolha da minha vida. Sendo que sempre que alguém me vê louca em alguma situação enrolada com minha filha e me pergunta :" Da trabalho, mas vale a pena , né?" Eu paro penso e rio nervosamente, se você quiser muito vale a pena sim. 

A maternidade requer muito da mulher, falo maternidade, pois dificilmente um homem aparece no meu blog. kkkkkk e por que nem sempre os homens são participativos, ajudar não é o suficiente,pegar no colo para a mulher tomar banho e depois se vira ai  não é o suficiente. Já dizia o comercial do Gelol a milhões de anos atrás, não basta ser pai tem que participar. As coisas estão mudando,porem ainda há muito caminho pela frente.Fora que a coisa já começa na gravidez e ai o pai não tem muito o que fazer. É enjoo, gazes (o.O), dores nas costas, inchaço nas pernas, e isso se tratando de uma gravidez razoavelmente tranquila. Conheci mulheres que não sentiram nada e outras que passaram os 9 meses de cama. 

Os primeiros meses com o bebê são tensos e estou falando dos primeiros 24 meses. Lógico!Vai amenizando gradativamente, mas não deixa de ser cansativo. O primeiro dia com minha filha eu não dormi, ganhei ela as 23:40h e fiquei acordada a noite toda, pois não me preparei adequadamente para amamentação, foi sofrido, foi doloroso, sentia uma dor do peito que seguia na direção do ombro e respondia nas costas. O problema é que não estava tendo a pega (lê-se pêga) correta. E ai vem a decisão consciente e o desejo forte de ser mãe, eu também deseja muito amamentar e foi o que me fez continuar. Eu consegui entender o  motivo de algumas mães não conseguirem ou desistirem, pois é difícil mesmo, não é algo natural e instintivo, tem que ter muita ajuda e preparação. Para ter a pega correta, para não machucar seu peito, para não empedrar. É punk. 

Os primeiros 3 meses ,aproximadamente, tem as cólicas, uma dor que o bebê sente e você sente junto,pois é difícil lidar com ela, não há luftal que dê jeito, o bichinho se contorce e você se desespera, ai entrou novamente meu despreparo, há técnicas como chantala e colocar o bebê em contato direto com nosso corpo que alivia. (Se alguém souber alguma dica põe nos comentários,pois até hoje não tenho muita noção do que fazer.)

Até um ano, um ano e meio, a criança exige muito de nós, não tem como você deixar sozinho, quem amamenta tem que ficar atento com os remédios que toma, o bebê precisa da nossa atenção constante.

Quando minha filha fez um ano e as coisas começaram a melhorar eu estava lendo uma postagem em um blog materno onde uma mãe relatava os primeiros meses com seu filho, e percebi que eu havia esquecido de todo o sufoco que passei, eu só lembrava das coisa boas e achei bem louco isso. Acredito que a romantização da maternidade não seja nem algo intencional, mas quando alguém pergunta para você sobre ela, você foca em seu filho, seu amor eterno, e não consegue lembrar dos perrengues. 

Por exemplo, quando eu comia com a mão esquerda , sendo destra, enquanto segurava o bebê,pois ela não queria ficar no colo do pai. 

Fazer uma rede de apoio é muito importante também, um dos meus maiores erros, foi querer ser a super mãe, querer fazer tudo sozinha, meu marido cuidou da casa durante o resguardo, mas logo ele teve que ficar em outra cidade para trabalhar.Ah!Tem isso também, o financeiro fica bem abalado com a chegada do bebê e olha que nem crio a Malu com luxo. Fiquei louca sozinha com a criança, como ninguém se ofereceu ajuda , também não pedi.Aceite toda ajuda possível, não somos super heróis.

Hoje minha filha tem 2 anos ,não mama mais, já dorme na caminha dela, no nosso quarto,pois só tem um na casa. Fica um bom tempo  sem nos solicitar, permitindo que resolvamos nossas coisas, mas faz birra quando contrariada, chora, esbraveja e isso não quer dizer que não tenha educação, quer dizer que é um ser humano, vejo muitas pessoas querendo comparar a criança com um cachorro, como se pudesse ser adestrado. O mais incrível é que conseguem justificar alguns atos ridículos dos adultos, que tem uma bagagem de vida, colocando a culpa no sistema, na sociedade ou no signo, mas crucificam uma criança que não tem a mesma bagagem ou os pais que são os que sofrem diretamente,pois tem que lidar com a situação. Há sim crianças mal educadas, mas não vamos generalizar. 

Para finalizar , vou recomendar dois canais sobre maternidade, que serve para quem é mãe, para quem quer ser mãe, para quem não pensa em ser mãe,mas gostaria de entender sobre esse mundo. 
São eles o Hel Mother e o Potencial Gestante, o segundo também tem um blog maravilhoso. 

Espero que tenham gostado desse tipo de postagem, como já disse algumas vezes, não tenho vocação para blog materno, mas esse tipo de postagem acredito que sirva para todos. Deixem seu comentário,adoro dividir experiência para evoluir. 



Até logo!!! ^^




5 comentários:

  1. Ser mãe é fantástico mas dá muito trabalho, parabéns

    ResponderExcluir
  2. Eu não sou mãe, então não sei muito o que falar sobre o assunto. Mas sei que é muito trabalhoso cuidar de uma criança.
    Bjus!

    galerafashion.com

    ResponderExcluir
  3. Bem interessante o seu relato,eu ainda não sou mais vejo pelos relatos da minha mãe quão trabalhoso e gratificante é ser mãe.

    www.paginasempreto.blogspot.cm.br

    Beijos

    ResponderExcluir
  4. Não sou mãe e to bem longe de ser ainda, mas seu post vai ser MUITO útil pra duas amigas que estão grávidas. Adorei! Vou mandar pra elas. ;)
    Beijos!

    www.likeparadise.com.br

    ResponderExcluir
  5. Exatamente! Se o laço fosse no vidro tudo estaria resolvido! hahaha! Bom, mas tirando esse detalhe, o esmalte é divo demais! ;)

    Mulher, tô passando por esse problema agora... Namoro há 8 anos, então a cobrança para casar e ter filhos é enorme. Detalhe que não quero nem um nem outro! hahaha! Em relação a ter uma criança, sempre me dizem "você vai mudar de ideia". Mas acho difícil! Não sinto que tenho vocação pra ser mãe.

    Ótima segunda!

    Beijo! ^^

    ResponderExcluir

Olá!Espero que leiam antes de comentar.^^

Esse é um blog democratico,minha opinião esta explicita nos posts e não são para que concordem comigo.Esse espaço de comentário é para que coloquem sua opinião sincera.

Nunca rebato comentário,por mais que eu não concorde.(A não ser que falem da minha mãe ai o bicho pega.¬¬)

Fiquem a vontade!

Lingua Feminina © 2014. Todos os direitos reservados.
Layout criado por: Thami Sgalbiero.
Tecnologia do Blogger.