Calçar os sapatos alheios

Olá novamente!

Ontem encerramos as tradições de Natal com o Dia dos Santos Reis , e tiramos os enfeites de
Natal.Na verdade , eu sou a responsável por tudo isso, pois meu marido é agnóstico,mas as vezes se diz ateu,porem respeita minha religiosidade,e isso me ensinou a respeitar a falta de religiosidade dele.

Eu ainda ando envolvida pelo mundo materno e acho que isso durará um bom tempo, mais ou menos, para sempre. Por exemplo, para conseguir digitar esse post eu abri uma aba para passar Galinha Pitadinha para Malu assistir .

Esse envolvimento me faz refletir sobre muitas coisas, como sobre o Mundo que aguarda minha Malu e a Malu que estou formando para o Mundo.

Umas das coisas que mais tenho notado é a dificuldade do outro se colocar no lugar do outro. E me policio para evitar cometer esse erro, aprendi muito com meu marido, apesar de sua falta de crença, com ele é que aprendi a exercer tudo que ouvia em eventos e celebrações religiosas.

Um dia desses uma senhora que sentava ao meu lado no ônibus chamou minha atenção a uma mãe que descia com um bebê no colo : "Não leva nem uma sombrinha para a criança." Olhei para o céu e disse :"Mas esta um pouco nublado." e ela não falou mais nada. Me compadeci da mãe, pois vi o cuidado que ela teve para descer com o bebê do ônibus, vi também que ela carregava o bebê no colo, não tinha um canguru ou sling para ajudar,até por que essas coisas não são tão baratas e ainda levava uma bolsa de bebê ,que tinha um ziper com defeito e uma sacola pequena de mercado, como ela carregaria uma sombrinha? Me doeu,não o comentário, me doeu o fato de eu já ter feito um julgamento parecido em algum momento.

Meu marido tem uma frase :" Se cada um conseguisse se colocar no lugar do outro não haveria preconceito. "

Acredito nisso, tento mudar meus atos e principalmente quero que minha filha cresça com esse pensamento. O respeito ao outro, o se colocar no lugar, não fazer julgamentos olhando apenas uma versão da história.

Sou uma pessoa privilegiada ,mas não posso julgar a vida dos outros como se fossem tão privilegiados como eu. Tenho meus preconceitos, mas aprendi a ao menos não discriminar.

"Que possamos ser a mudança que queremos ver no Mundo."

Até logo!

^^


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