30 de set de 2014

Marcas



Minhas marcas...

Aparentemente estão no meu corpo, minhas tatuagens e minhas cicatrizes.Marcas Invisíveis estão na minha alma, na dor que senti desde que comecei entender o que era vida, uma dor que ironicamente só me fez ter mais vontade de viver, vontade de vencer, vontade de ser.

Algumas dores são mais marcantes, assim como uma cicatriz, outras , são mais superficiais , como um arranhão que logo some e nem ao menos lembramos que esteve ali.

Há quem esconda suas marcas, mas elas não estariam escondendo seus troféus de vitória pela dor da vida? Talvez eu esteja errado...será que a vida é só dor?

Não, a vida também tem doçuras, doçuras essas que só são valorizadas pela dor que sentimos.

“O que seria do azul se não fosse o amarelo?” Disse alguém uma vez.
O que seria dos momentos bons se não fosse os momentos ruins.


29 de set de 2014

Esse eu assisti: A menina que roubava livros

Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo (Geoffrey Rush), ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu (Ben Schnetzer) que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe (Emily Watson) e brinca com a amigo Rudy (Nico Liersch).


 



ATENÇÃO! QUEM NÃO LEU O LIVRO, ESSE POST CONTEM SPOILER, PARA FUGIR LEIA APENAS A RESENHA DO LIVRO.


Eu fiz uma resenha sobre o livro a “A menina que roubava livros” AQUI, fiquei apaixonada pelo livro,não parava de ler alguns trechos para meu marido e chorei rios no fim do livro.Logo após comprei o DVD e assisti assim que chegou em minhas mãos.



Antes de assistir qualquer filme que tenha sido uma adaptação de um livro eu recito o mantra : "O livro é o livro, o filme é o filme”. Lógico que isso só ameniza a situação para conseguir aproveitar o filme, pois em um momento ou outro vamos gritar. “Isso não tem no livro!!!”



Até que a adaptação de A menina que roubava livros foi bem próxima ao livro,foram retirados alguns elementos como os grupo que roubava frutas junto com Liesel e Rudy, mas isso tornaria o filme ainda mais longo. 

No livro eu imaginava a morte com voz feminina, o que me assustei quando ouvi a narração masculina no filme,mas isso é pessoal. :)



O que poderia ter ficado igual ao livro é a personalidade da esposa do prefeito, que não parecia tão abalada como descrita no livro e a da mãe adotiva de Liesel, Rosa Huberman, que até era dura como colocada no filme,mas não apenas dura, ela sabia ser boa, mas isso não mostrou muito no filme, com exceção de uma cena.


O enredo foi levado de uma maneira mais leve que o livro,talvez para a classificação não ser aumentada, as cena em que Hans e Liesel foram chicoteados ao se aproximarem e tentarem ajudar os judeus que estavam na passeata poderia ser mantida.


Fora a cena da passeata dos judeus,onde Liesel começa a procurar por Max, que não ficou muito clara, como assisti com meu marido ele demorou a entender o que estava acontecendo e na verdade eu só sabia por ter lido o livro.


De uma maneira geral, tirando observações de quem leu o livro, o filme foi sim muito bom.O final foi tão emocionante como no livro.


“Que tal um beijo, Saumensch?” 


Essa frase continuou sendo uma marca, meu marido até comentou :”Ele não desisti.” ^^

Se fosse dar uma pontuação ,eu daria 4 estrelas, mas isso por que li o livro.



Até logo!^^


 



25 de set de 2014

Toda Mafalda



Esse ano a querida Mafalda completa 50 anos, segundo seu criador o presente mais desejado seria,“ Que a Argentina e o mundo avançassem e que todos vivêssemos em paz.”

Mafalda foi uma tira escrita e desenhada pelo cartunista argentino Quino. As histórias, apresentando uma menina (Mafalda) preocupada com a Humanidade e a paz mundial que se rebela com o estado atual do mundo, apareceram de 1964 a 1973 , usufruindo de uma altíssima popularidade na América Latina e Europa. (fonte: Wikipédia)

Minha relação com a Mafalda é dos tempos de escola, sempre em algum livro aparecia uma tirinha da Mafalda, que mostrava de uma forma irreverente o tema proposto, em muitos vestibulares que fiz na vida também encontrei essas tirinhas e quando vi uma matéria falando do aniversário dela não teve como não vir homenageá-la também.

Meu atual sonho de consumo é o livro “Toda Mafalda”, que até baixei  em PDF devido minha ansiedade,mas quero um exemplar comigo ,pena que esta um pouco fora do meu orçamento.^^

Minha outra vontade seria ter uma filha ou filho com os ideais da Mafalda, sua visão de Mundo e a cima de tudo, atrás de toda critica que ela traz, sua fé em uma mudança.

Em tempos de eleição ler algumas tirinhas da Mafalda faz ter uma consciência melhor do nosso dever como cidadão, parar de nos conformar.

Não sei se é possível, mas se por acaso alguém não conhece a danada da Mafalda e sua turma,vale a pena conhecer.



18 de set de 2014

Nossa verdade



 Você vive os seus sonhos ou o sonho dos outros?

Fiquei refletindo sobre essa frase essa semana, após alguns acontecimentos pessoais, um deles a decisão de fazer uma tatuagem nas mãos.

Fiz minha tatuagem em uma segunda feira, feriado aqui na minha cidade e no dia seguinte voltei normalmente ao meu trabalho,não sofri nenhuma represaria, além de ser chamada de louca ou perguntarem se havia doído muito (sim,doeu). Apesar de trabalhar em um escritório de contabilidade percebi que apesar de ser nas mãos a tatuagem não chama tanto atenção assim.

Até que veio um pensamento:”E se eu precisar mudar de emprego?” , “E se eu precisar prestar um concurso?”, por um dia esses pensamentos me perturbaram,comecei achar que fui precipitada, até que entendi que essas preocupações não eram minhas realmente e sim de outras pessoas. Pois, prestar concurso e mudar de emprego não esta nos meus planos, meus planos são outros.

Um dos meus maiores sonhos hoje é ser eu mesma,um sonho simples, mas só é simples de verdade quando eu assumo isso com vontade. Por exemplo, eu poderia me queixar e estar mega triste hoje por ter feito essa tatuagem, mas esse passo abriu outras oportunidades para me assumir em outros âmbitos de minha vida, pois com uma tatuagem nas mãos eu não posso prestar concurso, que ótimo, pois na verdade eu não me vejo presa a um mesmo emprego por toda a vida, o que normalmente acontece com concursados.Com uma tatuagem nas mãos voltar a trabalhar em escritório pode ser praticamente impossível, “Deus é Pai!”, pois em três anos trabalhando em escritório, apesar de até gostar do que faço , sei que é repressivo, é limitador e é tudo o que não quero mais para mim.

Ou seja, com um pequeno passo, eu que focava sonhos que não eram meus consegui fechar portas que não queria atravessar para enxergar outras portas que realmente quero.Pode ser uma vida mais simples e que a maioria das pessoas desejam, mas é o meu sonho de verdade.

E percebo cada vez mais pessoas com um potencial incrível vivendo o sonho dos outros, pois por ela conseguir fazer aquilo, ela não se abre, parece que é até errado viver o próprio sonho. “Por qual motivo eu vou querer uma casa no campo se tenho capacidade de ter uma casa em frente a praia na Zona Sul do Rio ou vice versa?” Por que o sonho é seu de verdade.

Assumir nossos sonhos é importante, para não chegarmos ao fim da vida e ter tudo o que pensávamos querer e mesmo assim termos uma sensação de vazio, pois na verdade não era o que realmente queríamos.

Ate logo!^^


16 de set de 2014

Livro: A menina que roubava livros



Sinopse : A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.(fonte: Skoob)




Olá pessoal!

Hoje não vou trazer uma resenha, pois acho pretensioso demais, já que ainda não sei fazer isso direito.Venho trazer minha opinião sobre o livro “A menina que roubava livros.”

“EIS UM PEQUENO FATO , Você vai morrer. (...) REAÇÃO AO FATO SUPRACITADO Isso preocupa você? Insisto – não tenha medo.Sou tudo, menos injusta.” Página 09

A história se passa em uma Alemanha em guerra, Liesel Meminger sofre duas perdas consecutivas, a morte de seu irmão mais novo e o afastamento de sua mãe que tem que deixala com pais adotivos Rosa e Hans Hubermann na Rua Himel na cidade de Munique.Em seu novo lar ela terá varias experiências novas, adaptação com seus novos pais, com sua escola e encontro com grandes amigos, alem de segredos. O livro é narrado pela morte, e como no próprio livro diz : “Quando morte conta sua história, temos que parar para ouvir.”

Eu teria um bom motivo para não ler esse livro, e esse motivo é eu não conseguir terminar nada que tenha a ver com a Segunda Guerra Mundial, quando começam a descrever os sofrimentos dos Judeus, eu simplesmente não consigo seguir em frente.

Porem , com esse livro foi diferente, eu consegui ler, até por que não entra em tantos detalhes sobre os campos de concentração, mas a partir desse livro interessei me pelo o que aconteceu de verdade da Segunda Guerra , e acredito que é importante aprender, para não esquecermos.

Liesel Meminger é uma doce e esperta menina Alemã, e é tocante a relação que ela tem com seu papai Hans Hubermann e é divertida a relação que ela tem com seu amigo Rudy.

Ao retratar essa cidade Alemã durante a guerra vemos também os Alemães com outra perspectiva , pois alguns deles não saudavam Hitler por concordar com ele, mas sim , por não terem escolha. E é impressionante, como apesar da perseguição houveram tantos alemães que ajudaram judeus.

Há muitas perdas no decorrer do livro, mas como meu marido disse em uma das vezes que comentava com ele sobre o livro : “Júlia, é Segunda Guerra Mundial, muitos morreram.”

Achei o final tocante, extremamente emocionante, e essa história me fez pensar em como realmente as palavras tem força, tanto para bem quanto para o mal.

Ate logo!
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